Com mais de um ano de atraso, publico aqui a entrevista que realizei
com esse egípcio fascinante para meu livro, porque até agora não
consegui finalizá-lo para a publicação e considero muito importante
divulgar essas informações preciosas que consegui. Obrigada, Mahmoud!
Mahmoud El Masri é o nome artístico de Mahmoud Hassabou, um egípcio
radicado no Brasil há 28 anos. Com excelente pronúncia e apenas um
resquício do sotaque árabe, devido à longa permanência no Brasil,
Mahmoud falou com propriedade sobre a dança do ventre em uma entrevista
de pouco mais de uma hora de duração.
Segundo Mahmoud, falar
sobre dança do ventre é algo muito complexo. Principalmente no Brasil,
onde muita gente se ofende com as críticas desse egípcio que é um
profundo conhecedor dessa arte milenar. Ele considera um privilégio
poder falar abertamente sobre todos os assuntos aqui e compara nossa
liberdade de expressão às restrições de seu país de origem. “Na minha
terra isso é uma coisa um pouco mais rara, mais difícil... Poder
expressar da forma que a gente se expressa aqui. Então se eu vivo aqui,
um dos maiores motivos é que eu me sinto mais livre, sou um cidadão e
posso falar, elogiar, reclamar e me expressar”. Seguem os trechos
principais da entrevista.
1. Sobre o ensino da dança do ventre nos países árabes:
Em
primeiro lugar, em vários países árabes a dança do ventre era e ainda é
proibida. Onde não havia proibição, o ensino dessa dança foi realizado
tradicionalmente pelos homens e não por mulheres. Eram coreógrafos.
Existiam apenas coreografias. Não existiam professoras porque a dança do
ventre, a meu ver, é a dança da sensualidade, e a sensualidade ninguém
ensina. Acho que cada mulher no momento em que está dançando tem sua
linguagem própria, seu jogo de quadril, o uso das mãos, sua expressão,
cada uma tem um olhar diferente, um sorriso diferente, tem seus passos
específicos, tudo é diferente.
E se uma professora quiser que ela
dance igual a ela, ela perde todo o lado sensual da dança. Há alunas
que se destacam, mas isso não quer dizer que precisam ser lapidadas.
Acho que se pode lapidar sim, mas o principal é a sensualidade. A dança
também pode ter uma conotação sexual, dependendo do tipo de dança. Até
pode ser dança do ventre, se a pessoa quiser dançar para o marido ou
namorado num quarto, acho que tudo é válido. Vivemos num país diferente,
num país livre, cada um faz o que quer. Expressamos muito as opiniões
aqui, eu acho que a questão do sexo no Brasil é mais esclarecida, sem
dúvida. Os pais conversam muito sobre sexo com os filhos, nas escolas
existem aulas sobre isso, propagandas do governo federal. Em comparação
ao mundo árabe o Brasil é muito mais aberto em relação a isso.
Para
nos referirmos à dança do ventre que é dirigida ao público em geral, é
necessário perceber o que há ao redor dessa dança: tradição, costumes,
hábitos, modos de dançar, maquiagens, música, ritmo, harmonia, luz, som,
palco, platéia. Aqui no Brasil não há essa preocupação. Aqui é a
professora, a aluna e ponto final. Considero muito pobre essa visão. O
ensino da dança não pode de maneira nenhuma ser rígido. Pode até haver
uma rigidez em relação aos horários, essas coisas básicas. Mas expressar
uma alegria, eu acho que isso não se ensina. A pessoa sorri
espontaneamente, e quando a gente sorri espontaneamente o sorriso é
muito mais bonito do que se uma pessoa te ensinar a sorrir. Então são
coisas totalmente diferentes. Sentimento ninguém ensina. Essa alegria
vem de dentro.
2. Opiniões críticas sobre a prática da dança do ventre no Brasil:
Aqui,
algumas vezes, as dançarinas estão mais preocupadas com a estética
corporal, em usar roupas transparentes e então fogem da tradição, do
costume, acabam caindo na vulgaridade. A dança acaba perdendo a beleza
de ser tradicional e estar em um país totalmente democrático. Aqui não
existem tradições tão antigas. O Brasil tem 500 anos de idade, é um bebê
perante o mundo inteiro. E aqui temos misturas de todo o mundo. Por
isso tem gente bonita. Misturas de culturas que procuram preservar as
tradições. No sul, os descendentes de alemães e italianos quando em suas
danças típicas mantêm a tradição. Não alteram suas roupas típicas
achando que precisam mudar os costumes porque vivem num país livre. Nas
colônias alemãs as maquiagens, trancinhas nos cabelos, vestidos longos e
bem grossos, permanecem sendo utilizados. Até por causa das
temperaturas frias da Alemanha se dança com aquelas roupas. E mesmo
vivendo no calor daqui nunca substituíram as roupas por algum tecido bem
fino... Com as outras culturas acontece a mesma coisa, seja entre os
japoneses, chineses, latinos ou russos que estejam morando aqui.
Mas
quando o assunto é dança do ventre acontece a falta de respeito às
tradições. Arrasam a dança. E quando eu tento expressar minha opinião
algumas dançarinas respondem que aqui é um país livre e democrático...
Muitas delas só se preocupam em se mostrar super sexy... Mas se
perguntarmos aos casais e outras pessoas do público o que eles pensam
sobre a dança do ventre, muitos vão dizer que é vulgar. Algumas mulheres
não querem que o marido assista ao show porque muitas bailarinas quando
dançam exibem uma sexualidade que incomoda. Acho que essa mentalidade
estragou a dança do ventre aqui no Brasil. E acabou estragando a dança
nos próprios países de origem. Estão viajando daqui para lá, com o
objetivo de estragar por lá também. E conseguem, tentando dizer que é
uma abertura...
3. Da relação entre professoras e alunas:
Em
minha opinião, a dança do ventre não chega a ter nem dez passos. Mas
para prender as alunas, as professoras demoram anos para ensinar esses
dez passos. Agora, eu me pergunto: quem tem mais dificuldade? A
professora ou a aluna? Eu não sei. Porque se em um ou dois anos não
aprendem dez passos... A professora não consegue ensinar dez passos em
dois anos... E isso é um tempo médio, tem gente que demora três, quatro,
cinco anos e quando vai dançar ainda não consegue. Outras aprendem, mas
quando você olha, elas não estão dançando, são cópias das professoras.
Até o sorriso é igual, até o andar é igual. Querem imitar a professora.
Aí, quando estão dançando elas não existem, são outras pessoas...
As
bailarinas querem modernizar a dança do ventre, mas escolhem nomes
artísticos entre os nomes árabes tradicionais. Por que não passam a usar
nomes modernos, cibernéticos? Desmoralizam a dança, mas querem ser
tradicionais em alguns pontos. Existem muitos equívocos em relação à
dança do ventre.
Eu ministro um workshop, mas ele é único. Não dá
pra repetir porque não há mais nada o que ensinar. Apenas um já é
suficiente. A dança surgiu, foi criada e desenvolvida e está aí. Esse
ensinamento é único. Não tem mais o que inventar. É como as notas
musicais. Só precisamos de sete notas para compor uma música, na escala
tradicional. A dança do ventre é simples assim. Como o alfabeto que já é
suficiente para comunicar. E a partir desse repertório temos a
possibilidade de criar. É isso que vale! Aperfeiçoar o que você tem, o
dom que você tem. Aprenda o básico!
4. A importância da música e das tradições:
No
caso específico da dança do ventre, música e expressão corporal nunca
podem se separar. São duas coisas em fusão. A harmonia depende das duas
coisas juntas.
No Brasil, com essa tendência de misturar várias
manifestações acontecem coisas inadequadas. O khaleege, por exemplo,
passou a ser uma dança separada, mas não existe kaleege separado. É um
folclore onde não existem danças individuais. Esquecem-se das tradições,
não estudam o contexto cultural dos países onde as danças são
praticadas. Procuram se informar apenas sobre o que está na moda em
termos de dança e pronto! Tudo o que movimenta o corpo é considerado
dança e fim de papo! Não é por aí. Têm que saber história, tradição,
costumes, hábitos. A falta desse aprofundamento dá margem à criação
desses equívocos como o que acabei de citar.
No nordeste do
Brasil, as mulheres ficam na beira do rio cantando, existem os
repentistas, os homens na lavoura... E no mundo inteiro existem esses
cantos, alguns para passar o tempo, etc. Até os soldados, cantam em seus
treinamentos. Exércitos do mundo inteiro cantam. A música está em
qualquer lugar onde a gente anda. Muito importante e as outras coisas se
encaixam nela. Os sons... Tudo é musica.
5. Sobre os problemas do aprendizado e outros comentários
Acho
que nós somos modernos, tentamos ser modernos, mas existe o lado
racional de pensar, entender. Eu vejo tanta gente inteligente aprendendo
dança do ventre, mas eu calculo assim: existem muitos tipos de seita
que tentam conquistar adeptos com falsas promessas. Alguns são enganados
por essas seitas ou por pessoas, de todas as formas. Às vezes uma
pessoa quer vender alguma coisa e te engana. Mas a gente tem que prestar
atenção. Se eu for enganado em algum lugar, vou ter mais cuidado em
relação àquele lugar. Mas eu vejo muita gente aqui que fala que tem
tantos anos aprendendo a dança do ventre e tem vergonha de se
apresentar, diz que não sabe dançar, nunca dançou. Eu vejo como se essas
pessoas estivessem sendo enganadas. E o tempo passa, mundo anda e ela
não está percebendo isso tudo. É isso que eu vejo. Muitas bailarinas que
dançam e levaram um tempão pra aprender a dançar.
Não quero
falar muito sobre bailarinas do Egito porque, como eu acabei de falar,
danças do ocidente foram para lá e acabaram contaminando. Contaminaram
com isso que eu digo, modernizaram, colocaram o lado sexual mais
importante do que qualquer coisa. Existe uma grande diferença entre a
sexualidade e a sensualidade. Sensualidade é sutil e a exposição da
sexualidade não é adequada para estar na dança voltada para o público.
As bailarinas precisam tomar cuidado com os olhares, os sorrisos de um
jeito diferente para as pessoas que assistem. Não confundir a dança com
um jogo de sedução. Definitivamente a bailarina não está ali para
seduzir os homens.
Então vemos as danças. Tudo bem. Aí passam a
ensinar aquilo que nunca se dança. Muitas professoras falam: “vou
ensinar tal dança”, mas essa dança não existe, não se dança. Ela vai
ensinar para os alunos. Mas por que ela vai ensinar, se ela mesma não
dança ou nunca dançou essa dança específica?
Também falam de
danças folclóricas e confundem com outras danças. Temos que prestar
atenção. O que é dança? Em qualquer parte do planeta terra tem gente que
dança, cada um do seu jeito. Então eu não posso pegar a imagem do
vizinho, que eu vi dançando na varanda, e dizer que eu vou inventar a
“dança da varanda do vizinho”. Isso não funciona! Temos que selecionar
as danças que encantam.
6. Das danças folclóricas
Existem
danças folclóricas tão bonitas! São dançadas no mundo inteiro. Mas
existem danças que não fazem parte desse grupo. Danças regionais de
lugares tão pequenos... Não digo que esses lugares e essas danças não
valem nada, não é com essa a intenção que eu falo. Eu falo porque elas
não são reconhecidas artisticamente, porque têm mais ritual do que
dança, propriamente. Não podemos confundir rituais com danças. Se
quisermos mostrar a dança das lavadeiras, por exemplo, temos que
representá-la num contexto. Não apresentar a dança como uma coisa
isolada, mas como parte de uma cena específica, que pode ser elaborada
artisticamente.
Vamos falar sobre o Líbano. Você sabia que hoje
temos muito mais libaneses no Brasil do que no próprio Líbano? A dança
folclórica libanesa é o dabke, conhecida no mundo inteiro. Uma dança
marcante. Com essa dança muitas coisas são festejadas. Ela tem uma
marcação forte. O dabke se criou na área do Líbano, Síria, Palestina, em
todos esses locais se dança o dabke. Mas o dabke libanês é mais
coreografado. A música é preparada exclusivamente para essa dança.
Temos
também o saidi: dança folclórica egípcia, até as mulheres da dança do
ventre dançam saidi. Aqui as pessoas preferem as danças provocativas.
Então, vêm e escolhem a dança da melea laef. E o que é melea laef? Melea
laef é uma coisa de respeito. Era uma roupa que se usava tempos atrás,
um estilo de roupa, um véu preto enrolado no corpo. Até hoje em muitos
países da áfrica usam-se tecidos enrolados no corpo em vez de tecidos
costurados. Em alguns países usam a seda. São costumes. Só que a
prostituição, que é uma prática muito antiga, se utilizou desse
artifício para incrementar as provocações. Algumas mulheres andavam com o
melea laef para os portos, aonde chegavam navios de outros países.
Sempre houve muita prostituição nos portos, é uma prática conhecida.
Onde tem porto, tem prostituição, desde o tempo dos profetas... Então as
prostitutas iam mostrar o corpo pra seduzir os homens, com roupas de
dormir por baixo... É essa a dança que se mostra aqui. Essa realidade
sempre existiu.
A roupa que se usa por baixo do véu melea laef
nas danças representadas aqui é uma camisola. A maioria dessas mulheres
que iam aos portos usava camisola. Mas muita gente usava melea laef, não
quer dizer que era roupa de prostituta. Então melea laef qualquer
pessoa usava. Só que as prostitutas usavam para dançar e provocar.
Também existiam outras mulheres que usavam esse tipo de roupa em danças
folclóricas. Mas o que é representado aqui no Brasil é a imagem da
prostituta. Não é o lado folclórico da melea laef. As duas manifestações
têm a mesma origem, mas cada uma se desenvolveu de modo diferente.
Aqui,
as mulheres dançam fazendo gestos para imitar aquelas mulheres dos
portos, sem saber o que estão realmente representando. Não tenho nada
contra que se criem peças de teatro para representar a prostituição, mas
não precisa da dança do ventre. Para isso, acho que aqui existe muita
abertura, existem vários locais onde se pode representar todo tipo de
história. Quem quiser pode criar coreografias que mostrem as danças das
prostitutas, mas, por favor, não misturem essas representações com a
dança do ventre! Isso denigre a imagem da própria bailarina que está
dançando e achando que está fazendo bonito. É por essas e outras que a
opinião do público do Brasil é de que a dança do ventre está relacionada
à prostituição... E isso não sou eu que digo não, eu quero que qualquer
professora pergunte ao público o que eles acham, mas não vale
entrevistar os pais das alunas, os maridos, as amigas, os familiares, as
pessoas que já estão habituadas com essas apresentações. Entrevistem
pessoas que não fazem parte desse universo. Quero dizer, a maioria das
pessoas que assiste. O que elas vão achar? Vamos perguntar se alguma
mulher gosta que o marido vá sozinho assistir dança do ventre? E por que
não?
7. Considerações finais
Eu não
concordo com a teoria de que a dança do ventre no Brasil virou moda.
Não, para mim não é moda. Virou comércio, uma forma de lucrar. Mas não é
moda, nem tradição. Nem sensualidade. E acho que se ensina muito mal.
Por que grande parte das bailarinas não sabe que música está tocando,
quem é que está cantando, qual instrumento está sendo tocado. Eu quero
saber se existe um cantor que não saiba o nome dos instrumentos que
estão no palco em que ele canta. Não existe isso! Quem quer ser músico
tem que saber o nome dos instrumentos. O mínimo que a bailarina devia
saber é o nome da música. Poucas sabem. Mas a maioria fala “eu quero
dançar a música número sete!”. Dizem que não sabem o nome das músicas e
acham isso normal.
Quando a gente for ensinar dança do ventre tem
que ensinar primeiramente a música. Eu costumo falar que a gente dança
conforme a música... Dança do ventre tem que ter musica. Se não tem
música não tem dança. Pode ter música árabe sem a dança, mas não pode
existir dança do ventre sem música. Veja como isso é fundamental, quem
for dançar tem que aprender a música. É muito fundamental, o básico dos
básicos. A primeira coisa é a música. Ela vai dar inspiração para
dançar, ela vai modelar a bailarina que está na sua frente, é com base
na música que se faz a coreografia, com ela a dança começa e termina. A
dança ensinada no Brasil exclui a música. Consideram importante para o
ensino apenas falar dos passos: shimmy, camelo, básico egípcio e pronto.
Só falam isso.
Muitas bailarinas falam que é difícil aprender
sobre as músicas, mas acham fácil ir a São Paulo fazer roupas novas,
comprar um pedaço de tecido, pedrinhas, lantejoulas, e tal. Vasculham a
cidade para comprar uma roupa, mas quando o assunto é música, enchem de
dificuldades. Para mim, quem tem boca vai a Roma. Dançar é muito simples
se você aprender a música. Você vai dançar sozinha, com certeza.
Precisa de uma orientação, mas você pode dançar sozinha com a música,
sem uma professora, sem saber nada de dança do ventre. Dançará do seu
jeito, porque estará entendendo a musica.
A música pode te
proporcionar essa experiência. Agora imagine se você ainda puder
entender o que a musica está dizendo! Imagine o que ela poderá
proporcionar. Mas tem bailarina que fala “nossa essa música é uma
delícia!”, mas não sabe a letra. E mesmo sem saber nada diz que é linda.
Imagine se ela souber o significado do que está tocando, em cada parte o
que a música diz... Todas as músicas falam alguma coisa, têm história,
por isso foram feitas. Se existe letra, mais ainda. A expressão é mais
clara ainda. Mas aqui não se fala sobre isso, não se entende nada sobre
isso. Temos que entender como funcionam as coisas, aqui só se mexe o
corpo. E quando se mexem querem fazer tudo de forma exagerada. Muitas
vezes usam os pontos mais baixos que podem colocar dentro da dança como
destaque. Esquecem da simplicidade, da beleza da dança, da suavidade, da
sensualidade, esquecem de tudo isso. Colocam agressividade,
sexualidade, exageros, vulgaridade.
Agora está na moda inventar
danças exóticas para ensinar como novidade. Acho que não precisavam
inventar a dança de peneirar trigo na Jordânia. Com todo respeito à
Jordânia, mas o que peneirar trigo tem a ver com dança? A dança de
recolher feijão da terra? Não existem essas coisas... Vamos pelo mais
tradicional. Vamos dançar um dabke, por exemplo, que tem coreografias
bonitas, vamos ensinar danças folclóricas árabes, egípcias, temos tantas
danças folclóricas lindas, então é isso que eu quero dizer.
Eu
não sei se eu peço, se eu rezo ou desejo, ou se eu imploro que possamos
olhar para a dança de uma forma diferente. Devemos olhar a dança como
arte. Não como quebra-galho ou algo que vai acabar com complexos de
inferioridade. Tem gente que dança porque tem complexo com o corpo e a
dança do ventre pode curar isso. São coisas que terapeutas vão resolver.
Se quiserem usar a dança como terapia, usem, mas não com o público.
Usem como terapia pra vocês. Agora não procurem expor suas terapias.
Ninguém tem nada a ver com suas doenças. Muitas são doentes. A bailarina
não tem que se preocupar só com ela, não. Ela tem que se preocupar com
ela e com quem vai assistir à sua dança. Mas no Brasil se preocupam
muito com as próprias fantasias...
Não se pode desmoralizar uma
dança milenar. A dança do ventre não pertence mais aos países árabes.
Ela pertence à humanidade. Nós não estamos fazendo comédia. Temos que
respeitar as tradições e os costumes!
Publicado originalmente em http://corposemventre.blogspot.com/, dia 20/03/2008
Conheça mais o trabalho deste grande derbakista assistindo aos vídeos abaixo:
http://www.youtube.com/watch?v=EKjs8-9jyGU

Confira os vídeos do evento: FACES de 15 de dezembro 2011 realizado no Teatro de Cultura Popular. http://www.youtube.com/watch? v=1wv9Xwok2jk http://www.youtube.com/watch? v=eXPkN-BB-n0 http://www.youtube.com/watch? v=hOKey1uzIb0 http://www.youtube.com/watch? v=zhCGBjX8ObE